Por,
Agnaldo Tavares
Como em toda expressão artística, as esculturas
sonoras surgem do raciocínio do homem em contato com as coisas visíveis e suas
experimentações. Lembrando que, nem todo homem tem esta percepção criadora
visionada nos objetos ao seu alcance, modelando-os e transformando em obras de
arte.
Os
processos para a criação de uma Escultura Sonora, aparentemente, parece muito
simples; sua execução, como se vê, é incrivelmente linda.
Em uma de suas variantes, a pintura, que surgiu dos
projetos: Aqueous, de Mark Mawson, e Bring color to life da agência
publicitária Dentsu, o que parece ser a mais aplausível aos olhos, basta uma
membrana em torno de um pequeno alto-falante e, colocada gotas de tinta sobre
esta membrana.
Daí é pôr uma música
e assistir o bailado das pequenas gotas de tinta dançando sobre a membrana à
vibração sonora do objeto adaptado... E o que vemos, são cores dialogando entre
si... Ora dançando soltas, ora envolvidas como cisnes sobre as águas em seu rito de acasalamento...
E esta dança
tão divinamente bela só é possível assistir com a ajuda da tecnologia em seus
aparatos. É através de câmaras profissionais com lentes que captura em
altíssima velocidade que é registrado o formidável ensaio das cores formando-se, entre elas, esculturas nas quais se vê o som registrado em seu estado físico.
Então,
neste jogo de cores, sons e tecnologia percebemos o valor da arte enquanto meio
de comunicação e interação, levando o individuo a questionar a si mesmo diante
as transformações sociais tão constantes.
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